quarta-feira, 13 de abril de 2011

Eu seria vocalista de uma banda cover de Roxette

A declaração de Per Gessle para o G1 resume tudo: “É um milagre”. Ele se referia ao retorno de sua partner nos vocais da banda que emplacou hits nos anos 1980 e 90, Roxette. A sueca Marie Fredriksson teve diagnosticado um tumor no cérebro em 2002. Os médicos lhe deram 20% de chance de sobreviver. Ela ficou com os 20%.

Mas outro milagre ainda seria protagonizado por Marie: com Roxette de volta aos palcos em turnê internacional, pude ver em Porto Alegre a banda que embalava as reuniões dançantes da minha adolescência. Não duvido de mais nada.

Cantei junto com eles e outros milhares de outros saudosistas tantos sucessos que fica até difícil enumerar: Dressed for success, Sleeping in my car, Joyride, How do you do, The look... sem contar as românticas It must have been Love, Listen to your heart, Spending my time...

Tantas músicas na lembrança que me remetem a uma fase tão boa da vida que até me ocorreu: eu seria vocalista de uma banda cover de Roxette. Sério mesmo.

PS - Foto do post é do Bruno Alencastro, que vi de longe, trabalhando para o 'concorrente' :P


sábado, 9 de abril de 2011

O futebol gaúcho e as suas

Se não for outra novela, a contratação de Paulo Roberto Falcão como treinador do Internacional cria um cenário único no futebol gaúcho: dois grandes ídolos de Grêmio e de Inter, se não os maiores, treinando os clubes que os consagraram, ao mesmo tempo. O que isso singnifica? Para o futebol, nada. Mas para os gaúchos...

Gremistas e colorados não precisam de motivo para exacerbar a rivalidade. Até futebol de botão serve. O Rio Grande do Sul deve ser o único lugar do planeta onde o contrário de azul é vermelho. Mas imagine à beira do gramado, na mesma partida, Renato Portaluppi, que deu ao Grêmio o título mundial de 1983, e Falcão, tricampeão brasileiro pelo Inter em 1975. É para torcedor nenhum ficar desmotivado.

Claro que nem paixão nem torcida ganham jogo. Em se tratando de treinador, resultados serão cobrados. Renato veio para o Grêmio quando o time estava a caminho do rebaixamento no Brasileirão de 2010, e resolveu. A equipe ascendeu, terminou na quarta colocação na tabela e conquistou a vaga para a Libertadores na "repescagem". Um ano antes, Renato tinha sido repudiado pelo clube. Na Libertadores de 2009, Celso Roth foi afastado do Tricolor e especulou-se que Renato poderia ser o substituto. A diretoria achou que não era o momento. O mesmo Celso Roth, também em meio a uma Libertadores, agora é afastado do Inter e fala-se em um antigo ídolo colorado para ocupar o posto. Só que, apesar das semelhanças, há diferenças pontuais entre um caso e outro.

Roth sai tarde do Inter. Já deveria ter ido embora depois do fiasco contra o Mazembe, no Mundial do ano passado. Nada justifica a permanência de um técnico que planejou errado toda uma temporada deixando de lado o campeonato nacional, que tinha plenas condições de vencer, e sair do campeonato mundial sem sequer superar o adversário africano na primeira fase. Mas Roth ficou e nem estava em fase tão ruim agora. O Inter vai se classificar em primeiro no grupo, ao que tudo indica. Se é para comparar com o rival, o Grêmio, de Renato, será o segundo em uma chave, teoricamente, mais fraca.

Apelar para um ídolo da história do clube é uma atitude extrema. Era o caso do Grêmio quando trouxe Renato. Estava prestes a ser rebaixado mais uma vez nesta década, já tinha trocado de treinador três vezes em menos de um ano. Nada parecia dar certo. Renato poderia pelo menos mexer com a autoestima do torcedor. Era o último recurso. Para a alegria dos azuis, deu certo. Mas não é o caso do Inter. Ainda não é.

De qualquer maneira, Falcão no Inter vai mexer com os ânimos da Dupla. O fervor nas arquibancadas é garantido, resta ver os efeitos disso dentro de campo. Claro, se a contratação se confirmar. Falcão seria anunciado como novo técnico hoje, agora já passou para segunda-feira. Para quem acompanhou a novela Ronaldinho no início do ano, não se pode duvidar de nada. Tudo indica que ele será anunciado. E o futebol gaúcho terá um momento único a ser lembrado.