
"A cada novo ano que começa, de repente, desejamos conquistar tudo o que não fomos capazes de concretizar em dezenas de anos passados. Será que não estamos querendo demais?!"
Tentei achar alguma referência do autor da canção, mas não encontrei. De todo modo, a musiquinha dele pegou de um jeito que amarra na cabeça da gente e insiste em ser interpretada ao primeiro sinal de fogos de artifício. Faz parte do ritual. Vai dizer que nunca cantou: “Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer, muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”? Duvido! Não há quem desconheça tal tema de Ano Novo.
Nesses primeiros dias de 2009, dignei-me a pensar um pouco sobre a musiquinha – que ainda não saiu da minha cabeça, mesmo mais de dez dias depois da virada. “Que tudo se realize”... será que não estamos querendo demais?
A cada novo ano que começa, de repente, desejamos conquistar tudo o que não fomos capazes de concretizar em dezenas de anos passados. Digo mais. Não desejamos apenas por nós mesmos, mas pelo mundo inteiro! Esperamos que a crise econômica seja superada, que a guerra termine na faixa de Gaza, que o Grêmio vença a Libertadores, que o plano de saúde da Ulbra volte a funcionar, que os políticos corruptos sejam condenados, que a Flora da novela das oito vá arder no mármore do inferno, que o Obama seja o Messias da América. Enfim, acho que desejamos demais para um ano só.
Tentei achar alguma referência do autor da canção, mas não encontrei. De todo modo, a musiquinha dele pegou de um jeito que amarra na cabeça da gente e insiste em ser interpretada ao primeiro sinal de fogos de artifício. Faz parte do ritual. Vai dizer que nunca cantou: “Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer, muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”? Duvido! Não há quem desconheça tal tema de Ano Novo.
Nesses primeiros dias de 2009, dignei-me a pensar um pouco sobre a musiquinha – que ainda não saiu da minha cabeça, mesmo mais de dez dias depois da virada. “Que tudo se realize”... será que não estamos querendo demais?
A cada novo ano que começa, de repente, desejamos conquistar tudo o que não fomos capazes de concretizar em dezenas de anos passados. Digo mais. Não desejamos apenas por nós mesmos, mas pelo mundo inteiro! Esperamos que a crise econômica seja superada, que a guerra termine na faixa de Gaza, que o Grêmio vença a Libertadores, que o plano de saúde da Ulbra volte a funcionar, que os políticos corruptos sejam condenados, que a Flora da novela das oito vá arder no mármore do inferno, que o Obama seja o Messias da América. Enfim, acho que desejamos demais para um ano só.
Como também não aprendi a ir devagar com os anos novos e meus desejos, espero, no fim, que tudo se realize, mesmo que tudo seja demais. Até porque parece que nunca é o bastante.